TAMIS: entenda o que é a Cirurgia Minimamente Invasiva Transanal e quais suas indicações

15/01/2018

Técnicas minimamente invasivas têm sido utilizadas com sucesso na coloproctologia e no caso de tratamento de tumores na região colorretal, não é diferente.

A partir de análise criteriosa e presença de equipe especializada, o TAMIS tem sido indicado com sucesso no tratamento de lesões no reto e cólon.

Apesar das inúmeras vantagens (inclusive por conseguir contornar a necessidade de colostomia), há sempre as contraindicações e é preciso estar atento às solicitações do médico especialista.

O que é a cirurgia minimamente invasiva transanal?

O TAMIS se trata de uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que possibilita, por via endoscópica, o acesso do especialista ao reto e ao cólon. Como preparo para a cirurgia, é indicado preparo intestinal.

Cirurgia Minimamente Invasiva Transanal

 

 

 

 

A avaliação pré-operatória é fundamental para a correta indicação do procedimento a ser utilizado e deve levar em consideração, dentre outros aspectos:

• As características da lesão;
• A avaliação funcional do esfíncter;
• O resultado dos exames complementares (como ultrassonografias e biópsias).

No começo, é administrada anestesia geral para viabilizar o procedimento, que necessita de insuflação de CO2 (gás carbônico) no reto. Para isso, são utilizados dispositivos descartáveis e flexíveis que possibilitam a movimentação dos instrumentos.

Para quem a cirurgia é indicada?

O procedimento é indicado para a remoção de tumores colorretais benignos ou malignos quando não há a necessidade de remover todo o reto. A ressecção local costuma trazer bons resultados no tratamento de tumores malignos em estágios iniciais.

As complicações são raras podendo ocorrer sangramento ou perfuração do reto. Nesse caso, o sangramento pode ser controlado através colonoscopia com o bloqueio da lesão vascular por hemostasia.

Após a cirurgia, além da alta hospitalar precoce, o paciente não deverá receber indicação de dieta especial.

Por fim, um aspecto interessante do procedimento é o fato de poder evitar uma colostomia (exteriorização do intestino grosso através da parede abdominal).

Isso se dá pela possibilidade de retirar lesões benignas volumosas e até mesmo lesões malignas em fase inicial. Além disso, os casos de reincidência da doença são mais raros no TAMIS que em outros tipos de procedimentos.

Quais as vantagens do TAMIS?

A cirurgia apresenta inúmeras vantagens se comparada a outros procedimentos com a mesma finalidade. Através da utilização de materiais de uso cotidiano, pequenas incisões e imagens bem definidas das estruturas, é possível observar:

• Redução global dos custos do procedimento;
• Pouco tempo de internação (dois dias na maioria dos casos);
• Recuperação precoce e retorno às atividades habituais;
• Menor taxa de complicações no pós-operatório;
• Menos dor após a cirurgia.

TEM X TAMIS

Antigamente, os cirurgiões se valiam da TEM (microcirurgia endoscópica transanal) para tratamento de tumores colorretais utilizando um equipamento que possuía um retoscópio (tubo rígido com orifícios) com uma ótica binocular.

O procedimento era interessante por abrir a possibilidade para tratamento de tumores que não podiam ser tratados com a colonoscopia. No entanto, algumas barreiras surgiram:

• Alto grau de especialização técnica exigido do cirurgião com grandes dificuldades de manejo do aparelho;
• Elevado custo dos equipamentos;
• Pequeno percentual de tumores colorretais diagnosticados precocemente.

Com o TAMIS foi possível a substituição da ótica binocular por uma microcâmera acoplada que revela ao especialista imagens em grande resolução.

Além disso, com a modernização do dispositivo de acesso ao reto e o aumento do número de tumores colorretais diagnosticados precocemente (graças à difusão de procedimentos endoscópicos), o custo geral do tratamento foi significativamente reduzido.

Técnicas como a da cirurgia minimamente invasiva transanal possibilitam uma resposta mais rápida do paciente e um custo geral menor se comparadas a outros procedimentos. No entanto, é preciso estar sempre atento às indicações do especialista.

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Assista ao Vídeo: Uso do SILS Port na Cirurgia Endoscópica Transanal (TAMIS e TaTME):